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Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto

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Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto

O autor, Mia Couto, transporta-​nos para um uni­verso onde sen­ti­mos de tal forma o pul­sar da África, que cheg­amos a um-rio-chamado-tempo-uma-casa-chamada-terrasen­tir saudades desse con­ti­nente, mesmo sem nunca ter estado lá. Este livro mostra a pre­ocu­pação do autor em preser­var algu­mas tradições moçam­bi­canas, sem referir-​se dire­ta­mente a questões políti­cas, mas aflo­rando os con­fron­tos e con­fli­tos de uma real­i­dade comum a um dos países mais pobres do mundo. Tudo com uma lin­guagem lúdica, cria­tiva, que não se enver­gonha nem mesmo de tro­cadil­hos, capaz de fazer lem­brar o falar das veredas do sertão de Guimarães Rosa.

Na obra somos lev­a­dos a vis­i­tar os últi­mos 50 anos da história de Moçam­bique pela pena de um poeta que escreve em prosa. “Nen­hum país é tão pequeno como o nosso. Nele só exis­tem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-​los, ape­nas um rio. Aque­las águas, porém, afas­tam mais que a sua própria dis­tân­cia. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longín­quas que plan­e­tas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas.” (pág. 18).

É uma história que se situa num período de paz, depois de 16 anos de guerra. O autor viveu, prati­ca­mente, quase metade de sua vida sob o fogo cruzado da guerra. Primeiro, de 1972 a 1975, ainda ado­les­cente, como mem­bro da Fre­limo, a frente de lib­er­tação lid­er­ada por Samora Machel. Depois, a guerra com a Rodésia e, em seguida, a guerra civil que destruiu o sonho de uma ger­ação que pen­sava ser pos­sível criar uma nação próspera, capaz de enfrentar o futuro com dignidade.

Os temas cen­trais da obra são Par­tida, Regresso, Família, Envel­hec­i­mento e Morte. Não sendo difí­cil encon­trar ainda, questões lig­adas a ideia da sobre­vivên­cia pela palavra, da importân­cia da lit­er­atura e do reg­istro da história como fer­ra­menta e arma con­tra o esquecimento.

Podes encon­trar este e mais livros na tua Mediateca!!!!

Depois de leres, par­tilha neste espaço a tua opinião sobre o livro!

O autor, Mia Couto, transporta-nos para um universo onde sentimos de tal forma o pulsar da África, que chegamos a um-rio-chamado-tempo-uma-casa-chamada-terrasentir saudades desse continente, mesmo sem nunca ter estado lá. Este livro mostra a preocupação do autor em preservar algumas tradições moçambicanas, sem referir-se diretamente a questões políticas, mas aflorando os confrontos e conflitos de uma realidade comum a um dos países mais pobres do mundo. Tudo com uma linguagem lúdica, criativa, que não se envergonha nem mesmo de trocadilhos, capaz de fazer lembrar o falar das veredas do sertão de Guimarães Rosa.

Na obra somos levados a visitar os últimos 50 anos da história de Moçambique pela pena de um poeta que escreve em prosa. “Nenhum país é tão pequeno como o nosso. Nele só existem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-los, apenas um rio. Aquelas águas, porém, afastam mais que a sua própria distância. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longínquas que planetas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas.” (pág. 18).

É uma história que se situa num período de paz, depois de 16 anos de guerra. O autor viveu, praticamente, quase metade de sua vida sob o fogo cruzado da guerra. Primeiro, de 1972 a 1975, ainda adolescente, como membro da Frelimo, a frente de libertação liderada por Samora Machel. Depois, a guerra com a Rodésia e, em seguida, a guerra civil que destruiu o sonho de uma geração que pensava ser possível criar uma nação próspera, capaz de enfrentar o futuro com dignidade.

Os temas centrais da obra são Partida, Regresso, Família, Envelhecimento e Morte. Não sendo difícil encontrar ainda, questões ligadas a ideia da sobrevivência pela palavra, da importância da literatura e do registro da história como ferramenta e arma contra o esquecimento.

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