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Nem tudo o que nasce deve morrer

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Nem tudo o que nasce deve morrer

No âmbito da dis­ci­plina de Cul­tura, Lín­gua e Comu­ni­cação, lec­cionada pelo for­mador Júlio Sousa, o Curso Téc­nico Admin­is­tra­tivo (diurno) encontra-​se envolvido num tra­balho de lev­an­ta­mento de artesãos da ilha de São Jorge, tendo em conta a unidade orga­ni­za­cional inti­t­u­lada “Fun­da­men­tos de cul­tura, lín­gua e comunicação”.

O objec­tivo destes for­man­dos é des­per­tar a pop­u­lação, prin­ci­pal­mente os mais jovens, para que estas artes não mor­ram. Desta forma, já foram efec­tu­adas três vis­i­tas de estudo numa ten­ta­tiva de con­hecer artesãos da nossa ilha, alguns escon­di­dos pelo tempo…

O primeiro artesão a ser vis­i­tado foi o sen­hor Hum­berto Regalo, res­i­dente na Fajã do Ouvi­dor, cuja arte é o ferro. A turma ficou mar­avil­hada com o entu­si­asmo do sen­hor para atin­gir a per­feição dos seus obje­tos, per­feição esta que foi com­pro­vada, sur­preen­den­te­mente, numa média de vinte min­u­tos em cada peça. Vendendo muito menos do que noutros tem­pos, o sen­hor Hum­berto, atual­mente, con­tinua o seu negó­cio com alguns par­tic­u­lares e disponi­bi­liza alguns dos seus arti­gos para alguns com­er­ciantes locais.

Em Out­ubro, a turma foi con­hecer o ceramista António Pedroso Homem, de Velas, que mostrou a sua ofic­ina preenchida de belas obras, quer a nível de pin­tura, quer a nível de escul­tura, pois a sua vocação não se fica pela cerâmica. Tra­bal­hando desde pin­tura em vit­rais, pas­sando pela cerâmica e olaria, con­segue atrair muitos tur­is­tas e emi­grantes que levam as suas peças a cor­rer o mundo, rev­e­lando assim que esta é ainda uma arte muito procu­rada nos nos­sos dias.

A última visita deste período foi à Cal­heta, a casa do sen­hor José Sabino Luís que se ded­ica nos seus tem­pos livres à arte de embal­samar e à con­strução de miniat­uras. Começando aos quinze anos, este sen­hor com 60 anos ainda tenta man­ter esta arte viva, o que se torna difí­cil, tendo em conta o desin­ter­esse da pop­u­lação para a sua apren­diza­gem. Este artesão uti­liza mate­ri­ais com con­chas, búzios, madeira e areia. Vende os seus pro­du­tos prin­ci­pal­mente para os Esta­dos Unidos. Recon­hece que seria impos­sível viver desta arte, mas que o seu gosto supera a von­tade de parar.

Os for­man­dos estão ver­dadeira­mente sat­is­feitos com a sua recolha até à data, demon­strando bas­tante ansiedade para as vis­i­tas pro­gra­madas para o segundo período.

Curso Téc­nico Admin­is­tra­tivo (Diurno)

No âmbito da disciplina de Cultura, Língua e Comunicação, leccionada pelo formador Júlio Sousa, o Curso Técnico Administrativo (diurno) encontra-se envolvido num trabalho de levantamento de artesãos da ilha de São Jorge, tendo em conta a unidade organizacional intitulada “Fundamentos de cultura, língua e comunicação”.

O objectivo destes formandos é despertar a população, principalmente os mais jovens, para que estas artes não morram. Desta forma, já foram efectuadas três visitas de estudo numa tentativa de conhecer artesãos da nossa ilha, alguns escondidos pelo tempo…

O primeiro artesão a ser visitado foi o senhor Humberto Regalo, residente na Fajã do Ouvidor, cuja arte é o ferro. A turma ficou maravilhada com o entusiasmo do senhor para atingir a perfeição dos seus objetos, perfeição esta que foi comprovada, surpreendentemente, numa média de vinte minutos em cada peça. Vendendo muito menos do que noutros tempos, o senhor Humberto, atualmente, continua o seu negócio com alguns particulares e disponibiliza alguns dos seus artigos para alguns comerciantes locais.

Em Outubro, a turma foi conhecer o ceramista António Pedroso Homem, de Velas, que  mostrou a sua oficina preenchida de belas obras, quer a nível de pintura, quer a nível de escultura, pois a sua vocação não se fica pela cerâmica. Trabalhando desde pintura em vitrais, passando pela cerâmica e olaria, consegue atrair muitos turistas e emigrantes que levam as suas peças a correr o mundo, revelando assim que esta é ainda uma arte muito procurada nos nossos dias.

 A última visita deste período foi à Calheta, a casa do senhor José Sabino Luís que se dedica nos seus tempos livres à arte de embalsamar e à construção de miniaturas. Começando aos quinze anos, este senhor com 60 anos ainda tenta manter esta arte viva, o que se torna difícil, tendo em conta o desinteresse da população para a sua aprendizagem. Este artesão utiliza materiais com conchas, búzios, madeira e areia. Vende os seus produtos principalmente para os Estados Unidos. Reconhece que seria impossível viver desta arte, mas que o seu gosto supera a vontade de parar.

Os formandos estão verdadeiramente satisfeitos com a sua recolha até à data, demonstrando bastante ansiedade para as visitas programadas para o segundo período.

 

Curso Técnico Administrativo (Diurno)

 
 

2 Comentários

  1. joao cardoso diz:

    gostei , é uma noticia muito interessante, apenas achei o titulo um pouco invulgar e sugere que quem o escreveu é de acordo com que hajam seres vivos que nascem e que devam morrer.. como que por obrigação.. “Nem tudo o que nasce deve morrer”
    é o mesmo que dizer:
    “certas coisas que nascem devem morrer”

  2. Sílvia diz:

    Desde já, o muito obrigada pelo seu comentário! Vemos que infelizmente o nosso objetivo no que diz respeito à escolha do título não teve a interpretação desejada…a escolha do título pela turma prendeu-se especificamente com o conteúdo da notícia e das entrevistas, não fazendo dele uma visão geral, pois não se trata de uma citação isolada. Referíamo-nos assim a tradições e trabalhos fantásticos que se devem manter. Agarrando a sua interpretação final, tomo a liberdade de puxar aqui a brasa à minha sardinha como mulher e deixo a pergunta: o que seria da Mulher dos nossos dias se a tradição de lavar roupa à mão não “morresse”?:) Um bom fim de semana e mais uma vez obrigada pela sua visita à nossa newsletter e participação

 
 

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